Há exatos quatro anos, quando completei meio século de vida, passei a ler e consumir mais conteúdos de filosofia. Foi quando tive contato com os arquétipos citados por Platão, na Grécia antiga, por volta do século IV a.C.
Hoje em dia, fala-se muito sobre arquétipos no universo do branding — aquelas identidades que guiam marcas, cores e o tom de voz das empresas, inspiradas nos estudos do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Mas, afinal, o que são eles?
Os arquétipos são padrões de comportamento universais. Eles moram no nosso inconsciente coletivo e são compartilhados por toda a humanidade. Funcionam como modelos que se acumularam ao longo dos séculos: gerações e gerações de seres humanos vivenciando papéis que se consolidaram na nossa essência.
As faces da mulher: conhecendo as deusas
Quando olhamos para o feminino, podemos enxergar esses padrões refletidos nas grandes deusas da mitologia grega. Veja se você se identifica com alguma delas nesta fase da vida:
- A Mãe (Deméter): O cuidado em sua forma mais pura. Representa o instinto maternal, a generosidade e a nutrição física e emocional de quem amamos.
- A Donzela (Perséfone): Simboliza a juventude, a intuição, a adaptabilidade e a conexão com o mundo espiritual ou inconsciente.
- A Caçadora (Ártemis): A força da autonomia e da independência. É o foco nas nossas metas, o amor pela natureza e a defesa intransigente de quem somos.
- A Sábia (Atena): O triunfo da estratégia, do intelecto e da lógica. Está ligada à carreira, aos projetos e à busca constante pelo conhecimento prático.
- A Soberana (Hera): O poder da liderança e da estrutura. Representa o compromisso, a fidelidade aos próprios valores e a capacidade de sustentar o que é importante.
- A Amante (Afrodite): A chama da paixão e da criatividade. Rege a sensualidade, o amor pelas artes, o prazer de viver e a nossa mais profunda autovalorização.
- A Mística (Héstia): A busca pela paz que vem de dentro. É o lar transformado em santuário, a solitude vivida com leveza e o autoconhecimento silencioso.
Transitando por muitas mulheres em uma só
Tenho refletido bastante sobre qual dessas “deusas” tem regido os meus passos ultimamente. A verdade é que nós não somos uma só: nós transitamos por todas elas ao longo da vida.
E é justamente aí que mora a beleza da existência. O ideal da nossa jornada é poder vivenciar um pouco de cada uma, acumulando cem por cento dessa experiência humana rica, imperfeita e maravilhosa.
Se você quiser, me conte:
- Qual dessas deusas você sente que mais te representa hoje?
- Quer que eu aprofunde a reflexão sobre alguma delas em um próximo texto?

Ayumi, como gosto dessa história de Deusas, eu me vejo na Atena,tem outras que me indentico ,a mais central e Atena.Bravo ! Garota.!
Que alegria ler o seu comentário! Atena é simplesmente maravilhosa. Ela traz essa força da sabedoria, da estratégia e da mulher que sabe exatamente o que quer. É muito comum a gente transitar por várias deusas ao longo da vida. Hoje, me identifico mais com Héstia,de natureza pacífica e acolhedora. Imensamente agradecida, Lu. Que continue brilhando com toda essa sua energia de deusa!
Vai ser um prazer lê o aprofundamento em cada uma delas, que por crenças conheço tal pouco. Agradecida Ayumi pelo seu projeto.